Brasil na Vitrine Global: O Papel do País no G20 e BRICS em 2026
Redação GetNewsFlow • 11/01/2026
Brasil na Vitrine Global: Liderança e Desafios Geopolíticos em 2026
O ano de 2026 consolida o Brasil como um dos principais articuladores do chamado “Sul Global”. Após anos de esforços diplomáticos, o país colhe os frutos de uma política externa ativa e altiva, marcada pela aprovação de acordos históricos e pela liderança em fóruns multilaterais de peso, como o G20 e o BRICS.
Em um mundo marcado por tensões comerciais e conflitos regionais, a diplomacia brasileira busca se posicionar como uma ponte entre as grandes potências e as economias em desenvolvimento.
O Marco Histórico: Aprovação do Acordo Mercosul-União Europeia
Janeiro de 2026 ficará registrado nos livros de história econômica como o mês em que, após mais de 26 anos de negociações, o Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia foi finalmente aprovado pelas instâncias comunitárias europeias.
- Impacto Econômico: Estimativas apontam que o acordo pode elevar as exportações brasileiras em até US$ 7 bilhões anuais, reduzindo tarifas para produtos agrícolas e facilitando a entrada de tecnologia europeia no mercado nacional.
- Sinalização Global: A assinatura do acordo é vista como um triunfo da diplomacia brasileira, que conseguiu equilibrar as exigências ambientais europeias com os interesses produtivos do agronegócio e da indústria nacional.
- Próximos Passos: Com o acordo com a UE selado, o Brasil já mira novas frentes de negociação com Canadá, Índia e Emirados Árabes Unidos, buscando diversificar seus parceiros comerciais.
O Brasil no G20: Do Rio para o Mundo
Embora a presidência rotativa do G20 tenha passado para os Estados Unidos em dezembro de 2025, o legado da gestão brasileira (2024-2025) continua a pautar as discussões em 2026.
- Aliança Global contra a Fome: A iniciativa lançada pelo Brasil tornou-se um pilar central das discussões econômicas internacionais, forçando as nações mais ricas a incluírem metas de segurança alimentar em seus orçamentos.
- Reforma das Instituições Multilaterais: O Brasil continua a liderar o coro por mudanças no Conselho de Segurança da ONU e no FMI, defendendo uma representação mais justa para as nações emergentes.
- Transição Energética: Como detentor de uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, o país posiciona-se como destino preferencial para investimentos em hidrogênio verde e créditos de carbono.
BRICS e a Agenda de Desdolarização
Dentro do bloco BRICS (agora expandido), o Brasil desempenha um papel de equilíbrio. A grande pauta de 2026 é a desdolarização das trocas comerciais.
- Moeda Comum vs. Moedas Locais: Enquanto a Rússia e a China pressionam pela criação de uma moeda única do bloco, o Brasil, sob a liderança do presidente Lula, tem defendido o uso de moedas locais para transações comerciais, visando reduzir a dependência do dólar sem criar instabilidades monetárias.
- Novos Membros: A integração plena dos novos membros (como Arábia Saudita, Irã e Egito) fortalece o peso político do bloco, transformando o BRICS em um contrapeso real ao G7.
Desafios no Horizonte
Apesar dos avanços, a geopolítica brasileira em 2026 enfrenta desafios internos e externos:
- Eleições Internas: A disputa presidencial no Brasil pode gerar incertezas sobre a continuidade da atual política externa.
- Polarização Global: O alinhamento com a China e a Rússia em certas pautas do BRICS exige uma diplomacia fina para não comprometer a relação estratégica com os Estados Unidos e a recém-parceira União Europeia.
Conclusão: O Brasil como “Global Player”
Em 2026, o Brasil não é apenas um espectador, mas um protagonista das mudanças na ordem mundial. A capacidade de negociar com diferentes blocos e liderar agendas humanitárias e ambientais coloca o país em uma posição de destaque, essencial para a estabilidade e o crescimento da economia global no século XXI.
Referências:
- União Europeia confirma aprovação do acordo com o Mercosul - G1
- Aprovação do Acordo de Parceria MERCOSUL-União Europeia - Gov.br
- O BRICS e a agenda de desdolarização - IPEA
- Brasil consolida nova fase da política externa e amplia influência global - Secom