O Fator Trump: Como a Política Externa dos EUA Derrubou Maduro em 2026
Redação GetNewsFlow • 11/01/2026
O Fator Trump: A Estratégia que Mudou o Destino da Venezuela
A madrugada de 3 de janeiro de 2026 entrou para a história como o ápice de uma das estratégias de política externa mais agressivas dos Estados Unidos no século XXI. A captura de Nicolás Maduro por forças americanas não foi um evento isolado, mas o resultado direto da doutrina de “pressão máxima” reafirmada por Donald Trump após seu retorno à Casa Branca. O desfecho do regime chavista na Venezuela redefine não apenas o futuro do país caribenho, mas todo o equilíbrio de poder na América Latina.
A Doutrina Trump e a Venezuela
Desde o início de seu mandato, Trump colocou a Venezuela no centro de suas prioridades de segurança nacional. Diferente de abordagens anteriores focadas apenas em sanções diplomáticas, a administração Trump-Rubio (com forte influência do senador Marco Rubio) optou por uma escalada que combinou asfixia econômica com a ameaça real de uso da força.
- Operação Militar: A intervenção que resultou na prisão de Maduro foi justificada por Washington como uma medida necessária para restaurar a ordem democrática e combater o narcotráfico internacional, crimes pelos quais Maduro já era indiciado pela justiça americana.
- Apoio Interno: A operação contou com a deserção estratégica de setores das Forças Armadas venezuelanas, que viram na ação americana uma saída para o impasse institucional que se arrastava desde as contestadas eleições de 2024.
Para compreender a mentalidade por trás dessas decisões, é essencial analisar a trajetória política de Donald Trump, marcada por um estilo de negociação disruptivo e pela disposição de romper protocolos internacionais em nome dos interesses americanos.
Reações Globais e Impacto Regional
A captura de Maduro disparou o apoio a Trump entre as comunidades de exilados venezuelanos e cubanos em Miami, que veem no líder americano um “homem de palavra”. No entanto, a ação também gerou críticas severas de organizações de direitos humanos e de governos vizinhos, que temem o retorno de uma era de intervenções militares diretas na região.
No Brasil, o evento causou um forte desgaste político para o governo Lula, que historicamente buscou uma saída diplomática e mediada para a crise venezuelana. A queda de Maduro reativa discursos ideológicos e deve ser um tema central nas eleições brasileiras de 2026.
O Futuro: Diálogo e Reconstrução
Apesar da violência da queda, os dias seguintes à captura de Maduro mostram um esforço surpreendente de normalização.
- Retomada Diplomática: Diplomatas americanos já desembarcaram em Caracas para avaliar uma “retomada gradual” dos vínculos e apoiar o governo interino.
- Estabilização Regional: O sucesso dessa nova fase dependerá da capacidade dos EUA em transformar a intervenção militar em um plano de reconstrução civil sustentável.
A crise humanitária, no entanto, permanece como o desafio mais urgente. O êxodo populacional gerado pelo regime Maduro é uma ferida aberta na América Latina. Entenda as consequências desse movimento em nosso artigo sobre a crise migratória venezuelana: causas, impactos e desafios regionais.
Conclusão: Um Novo Tabuleiro Geopolítico
A queda de Maduro sob a batuta de Trump encerra um capítulo de resistência anti-americana na região e abre espaço para uma nova configuração geopolítica. Se a Venezuela conseguirá se tornar uma democracia estável ou se permanecerá sob a tutela de Washington é a grande questão que definirá a política externa nas Américas nos próximos anos. O “Fator Trump” provou ser, mais uma vez, a força motriz de mudanças radicais no cenário mundial.
Referências:
- Venezuela: ações dos EUA podem gerar um desastre em direitos humanos - HRW
- Soberania x ditadura: captura de Maduro pelos EUA reativa discursos ideológicos - O Globo
- Venezuela e EUA iniciam processo para restabelecer relações após queda de Maduro - Swissinfo
- La captura de Maduro dispara el apoyo a Trump entre venezolanos y cubanos - El País